NCM DÚVIDAS FREQUENTES


 





NCM DÚVIDAS FREQUENTES


É perfeitamente possível duas (ou mais) peças diferentes terem o mesmo NCM.

O NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) classifica as mercadorias de acordo com sua natureza e características gerais, não por modelo ou fabricante. Ou seja:

  • Peças diferentes, mas que se enquadram na mesma descrição da tabela NCM, vão compartilhar o mesmo código.

  • Exemplo: dois tipos de rolamentos (um maior e outro menor) podem ter o mesmo NCM, pois ambos são classificados como "rolamentos de esferas".

  • Da mesma forma, camisetas de cores diferentes continuam no mesmo NCM, porque a classificação não muda pela cor.

👉 O que muda é que dentro da nota fiscal você pode diferenciar as peças pela descrição do produto, código interno, modelo ou referência, mas o NCM pode continuar sendo o mesmo.


1. Estrutura na Nota Fiscal (NF-e)

Na NF-e, cada item precisa ter:

  • Descrição detalhada do produto (o que diferencia uma peça da outra).

  • Código interno ou SKU (se sua empresa usa).

  • NCM (mesmo código para os dois produtos).

  • CFOP, CST/CSOSN, unidade de medida, quantidade e valor.


2. Exemplo prático

Suponha que você venda rolamentos:

Item 1

  • Descrição: Rolamento de esferas 6204 – 20 mm

  • Código interno: RB-6204

  • NCM: 8482.10.90

  • Quantidade: 10 un

  • Valor unitário: R$ 15,00

Item 2

  • Descrição: Rolamento de esferas 6205 – 25 mm

  • Código interno: RB-6205

  • NCM: 8482.10.90

  • Quantidade: 5 un

  • Valor unitário: R$ 18,00


3. Por que isso é importante?

  • O Fisco olha para o NCM para determinar tributos (ICMS, IPI, PIS/COFINS).

  • O cliente olha para a descrição para saber exatamente o que comprou.

  • Sua empresa controla pelo código interno para evitar confusão no estoque.


👉 Ou seja: pode repetir o mesmo NCM para quantas peças for necessário, mas precisa mudar a descrição e código interno para identificar cada item.


E dois ncm para a mesma peça ?
👉 Não é permitido ter dois NCM diferentes para a mesma peça.

Cada produto/peça deve ter um único NCM correto conforme a classificação fiscal.

O que acontece, muitas vezes, é:

  1. Dúvida na classificação

    • Um produto pode “parecer” que se encaixa em dois códigos diferentes, porque a descrição da tabela NCM é parecida.

    • Nesses casos, é preciso analisar qual código descreve mais precisamente a função e natureza da mercadoria.

  2. Erro de cadastro

    • Às vezes a peça está cadastrada no sistema com um NCM em um lugar e com outro em outro sistema/fornecedor.

    • Isso gera inconsistência e risco de autuação.

  3. Mudança de legislação

    • O governo pode atualizar a tabela e alterar o NCM de determinados produtos.

    • Nesse caso, deve ser feita a atualização do cadastro da peça para não ficar com dois códigos diferentes.

⚠️ Se uma empresa usa dois NCM para a mesma peça, o fisco pode entender como erro de classificação fiscal → isso pode gerar multas, diferenças de tributos e até problemas em importação/exportação.


📌 Como resolver na prática

  • Identificar o NCM mais adequado consultando a NCM/SH no site da Receita ou da Secex.

  • Se restar dúvida, pode pedir uma solução de consulta à Receita Federal para ter respaldo oficial.

  • Manter todos os cadastros (ERP, sistema de NF, estoque) com o mesmo NCM único.


📌 Passo a passo para definir o NCM correto

1. Entenda o produto a fundo

  • Qual a função principal da peça?

  • Qual o material predominante?

  • É um componente, acessório ou produto final?

🔎 O NCM sempre leva em conta a natureza e finalidade principal da mercadoria.


2. Consulte a Tabela NCM

📌 Pesquise por palavras-chave relacionadas ao produto (ex.: “rolamento”, “camiseta”, “parafuso”).


3. Leia a descrição completa

  • Compare as opções que aparecerem.

  • Escolha o NCM cuja descrição mais se aproxima da função real da peça.

  • Exemplo:

    • “Rolamentos de esferas” → 8482.10.90

    • “Parafusos de ferro ou aço” → 7318.15.00


4. Verifique tributos e exceções

  • Cada NCM tem regras próprias de ICMS, IPI, PIS/COFINS, ST.

  • Vale checar se existe regulamentação estadual sobre Substituição Tributária (MVA).


5. Teste com ferramentas de apoio

Existem sistemas de apoio que ajudam a evitar erro:

  • Consulta NCM IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).

  • Softwares de gestão fiscal/ERP.


6. Uniformize o cadastro

  • Depois de confirmar, aplique o mesmo NCM em todos os cadastros:

    • ERP/estoque

    • Emissor de NF-e

    • Planilhas de precificação

Assim, você evita cair no problema de ter dois NCM para a mesma peça.


7. Se ainda houver dúvida

  • Faça uma Solução de Consulta à Receita Federal.

    • É um pedido formal, e a Receita responde qual NCM deve ser usado.

    • Isso dá segurança jurídica para sua empresa.

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